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Ao começo do novo milênio, a Internacional da Educação e sua ampla coalizão de sindicatos docentes e organizações não-governamentais para o desenvolvimento uniram suas forças para empreender a Campana Mundial pela Educação ( CME). Essa aliança inclui organizações presentes ativamente em 180 países, entre as quais vale mencionar a Oxfam Internacional, Action Aid, a Marcha Mundial contra o Trabalho Infantil e dezenas de ONGs regionais e nacionais de países em desenvolvimento. 

Todas essas organizações, em parceria com os sindicatos docentes, pressionam pelo êxito da iniciativa de Educação para Todos no ano 2015.

Todos os anos, durante o mês de Abril, a IE e seus parceiros realizam a Semana De Ação Mundial pela Educação Pública, mobilizando a diferentes organizações em todo o mundo para conseguir que os políticos e os governos cumpram as promessas feitas em Dakar, Senegal, de alcançar no ano 2015 o objetivo de que todas as crianças tenham acesso à educação.  

Para mais informações, visite nossa página em internet sobre a Semana de Ação Mundial : www.ei-ie.org/globalactionweek 

A IE forma parte do Comitê Editorial do Informe de Seguimento Mundial do programa de EPT da UNESCO, publicação que anualmente oferece uma avaliação da iniciativa, e também é integrante do Grupo de Alto Nível da UNESCO sobre EPT. em 2003, a IE empreendeu a campanha Europa pela Educação, que levou à aprovação pelo parlamento europeu de uma resolução na qual se define incrementar a cooperação para o desenvolvimento através da elaboração de programas educativos. Entre outras atividades, a IE trabalha junto ao Banco Mundial na “Iniciativa de Financiamento e Crescimento” do programa de EPT e seu impacto nos salários dos docentes, conforme estipulado no marco de ações a serem realizadas.  

Com o objetivo de alcançar as metas de EPT no ano 2015, a IE também está abordando a questão da carência de professores, realizando conferências sobre professores voluntários. Atualmente, a IE desenvolve programas de EPT em 15 países, onde trabalha em pareceria com suas afiliadas para ajudar-lhes a elaborar políticas nacionais de atuação sobre EPT.

 Nos Congressos Mundiais da IE, aprovaram-se resoluções relativas ao papel e à postura da IE com relação ao direito à educação pública de qualidade, entre as quais:


“Campana Mundial para Defender e fomentar a Educação Pública”(1998), “ Educação para todos e a luta contra o analfabetismo” (1998), “Educando em um mundo globalizado” (2001), “ Parcerias para alcançar Educação para Todos” (2001), “Educação para o progresso mundial” (2004), “Promover a qualidade da educação” ( 2004), “ A participação da comunidade na educação”(2004), “tecnologias da informação e comunicação” ( 2004).


A política de atuação da IE se sustenta expressamente na idéia de que a educação é um direito do ser humano, conforme estabelecido na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Convenção sobre os Direitos da Criança. Além disso, em qualquer país, a educação é um investimento essencial em um futuro melhor, o que também tem implicações para os docentes, considerados peças chave no processo de EPT.

Existem dois obstáculos principais ao acesso à educação. O primeiro é a desigualdade entre os sexos, que leva os índices de analfabetismo entre as mulheres a serem muito mais altos em comparação aos índices entre os homens. O segundo é a epidemia de AIDS, pois em países onde há analfabetismo generalizado, o setor educativo está sendo destruído pela
doença.  

A educação básica gratuita e de qualidade deve ser obrigatória, pois é a única solução para lutar contra o trabalho infantil. Uma educação básica gratuita e de qualidade é responsabilidade dos governos e também um pré- requisito para a aprendizagem de longo prazo, já que as pessoas necessitam formar-se adequadamente para participar plenamente na sociedade. Toda e qualquer política econômica que privatize e reduza o investimento publico em educação, além de marginalizar as crianças e os adultos pobres degradará a qualidade da educação pública.

A Declaração de Dakar, que prevê a implementação do programa de Educação para Todos para o ano 2015, exige um grande esforço conjunto de todos os governos, da sociedade civil, inclusive das ONGs, dos sindicatos docentes e das agências intergovernamentais, como as Nações Unidas. Os governos devem colocar em prática a recomendação da Comissão Delors de destinar pelo menos 6% do PIB para a educação; hoje, dois terços dos governos não cumprem essa recomendação.

A IE considera que os problemas globais exigem soluções globais. Para alcançar os objetivos de EPT devem-se adotar uma série de medidas de caráter global: a proposta da Cúpula do G8 de perdoar a dívida dos países menos desenvolvidos, possibilitando que esse dinheiro seja destinado à educação e saúde deve ser aplicada de forma efetiva; todos os Estados membros da Organização das Nações Unidas devem alocar 0.7% de seu PIB para cooperação internacional; as políticas de ajuste estrutural do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial que põem em risco o acesso à educação pública devem ser reformadas; finalmente, os programas nacionais de EPT devem ser elaborados e implementados em cooperação com a sociedade civil, incluindo os sindicatos docentes e as ONGs.