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Os Congressos Mundiais da IE aprovaram uma série de resoluções relacionadas com a erradicação do trabalho infantil, entre as quais: “O trabalho infantil” (1995), “ As crianças refugiadas e que buscam asilo” ( 1998), “Os direitos das crianças”(1998), “ A infância das meninas” (1998), e “ O tráfico de mulheres e crianças” ( 2001). 

A erradicação do trabalho infantil exige um importante aumento dos recursos financeiros destinados ao desenvolvimento. Por isso, a IE e suas afiliadas pressionam a seus respectivos governos para que, o mais rápido possível, aloquem pelo menos 0.7% do seu PIB para cooperação internacional, e uma porcentagem mais alta à melhora da qualidade da
educação pública. A IE encoraja suas afiliadas a pressionar a seus governos para que ratifiquem o Convênio 138 da OIT ( sobre a idade mínima para trabalhar) e o 182 (sobre a eliminação das piores formas de trabalho infantil).  

Tudo isso para assegurar que se obtenham os recursos suficientes para expandir a educação pública, melhorar a qualidade das creches, das escolas, da educação especial, da formação técnica, com o objetivo de atingir as metas de Educação para Todos. Até o ano 2015, é responsabilidade de todos não esquecer-se das crianças que trabalham.

A IE considera também essencial incidir na qualidade da formação docente e na melhora dos serviços internos de educação, de modo que os professores possam cobrir as diferentes necessidades das crianças, particularmente das menos favorecidas e dos que têm mais alto risco de converter-se em trabalhadores e, logicamente, das crianças que já rabalham.

A IE insiste em que a educação é uma das principais formas de acabar com o trabalho infantil, e que os governos de distintos países são os principais responsáveis por integrar ao sistema educativo as crianças que tenham sido vítima de exploração laboral.

Durante vários anos, afiliadas da IE têm participado no programa da OIT-IPEC, através da Oficina de Atividades para os Trabalhadores da OIT (ACTRAV). Na região Ásia-pacífico, as atividades da OIT-IPEC se realizam freqüentemente em Bangladesh, Índia, Nepal e Filipinas. Através de suas afiliadas locais, as atividades se desenvolvem no nível escolar básico, com o fim de conscientizar aos pais de família nos setores onde é comum encontrar casos de trabalho infantil para que enviem seus filhos à escola. Na Europa, os sindicatos se unem às ONGs com o fim de pressionar a determinados governos para que ponham fim ao trabalho infantil. Um exemplo disso é a campanha “ Eliminar o trabalho infantil- e escola é o melhor lugar para trabalhar” lançada por nossa afiliada holandesa, a AOb, em colaboração com a Comissão Hindu em Holanda e a Central Sindical Holandesa, FNV. Em 2003, através da sua campanha “a Europa pela Educação”, conseguiu convencer o Parlamento Europeu a adotar uma resolução que permitiu dobrar os fundos destinados pela União Européia para apoiar programas educativos, com o objetivo primordial de erradicar o trabalho infantil. A IE também participa na elaboração de políticas de desenvolvimento com organizações como a Marcha Mundial Contra o Trabalho Infantil, a CIOSL, a OIT/IPEC, UNICEF e UNESCO.


No Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, 12 de junho, a IE organiza diversas atividades para conscientizar a população, com o fim de reiterar que todas as crianças têm direito à educação pública gratuita e de qualidade.