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A educação é algo mais do que aprender a ler, escrever e calcular. Um componente importante em qualquer escola deveria ser a educação para a saúde. Educar para a saúde é mais do que transmitir conceitos básicos, pois se trata de influenciar ou mudar comportamentos. Os sindicatos docentes promovem este tipo de educação em escala nacional, mas também requerem apoio e iniciativas internacionais.
 
Desde 1994 a IE colabora com a Organização Mundial da Saúde (OMS) no campo da educação para a saúde, e mais concretamente, sobre prevenção da AIDS.

Reconhecendo a necessidade urgente de proporcionar uma resposta à AIDS através de um programa de educação para a saúde nas escolas, a IE, a OMS e o Centro para o Desenvolvimento da Educação ( EDC) trabalham com as afiliadas da IE para lutar contra a propagação da epidemia. Fruto dessa aliança foi o lançamento, em 2001, do Programa IE/OMS/EDC de Formação de Docentes para a Prevenção da AIDS nas Escolas. O programa se aplica em 10 países anglófonos ( Botsuana, Guiana, Lesoto, Malaui, Namíbia, África do Sul, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue), 7 países francófonos ( Burkina Faso, Costa do Marfim, Guinéia, Haiti, Mali, Ruanda e Senegal) .
 
Os 17 projetos nacionais dirigidos pelos sindicatos têm como principal objetivo proporcionar aos docentes o conhecimento necessário para prevenir-se contra a AIDS e ajudar seus colegas e alunos a fazê-lo. O programa permite que os docentes advoguem pelo importante papel que desempenham as escolas na prevenção da AIDS e na conscientização a respeito dos problemas relacionados à doença, como tratamento com anti- retrovirais, a realização voluntária de exames de sangue, a estigmatização e a discriminação, etc. o objetivo fundamental do programa é contar com docentes capacitados sobre prevenção da AIDS em cada escola dos países participantes.
 
Através de sua dedicação na luta contra a AIDS, da colaboração com as afiliadas e a aliança com a OMS e o EDC, o Programa de Formación de Docentes para a Prevenção da AIDS nas Escolas está sendo implementado com sucesso em 17 países e já se considera uma expansão do programa nos próximos anos. Atualmente, 133.000 docentes já receberam formação sobre prevenção da AIDS em mais de 25.000 escolas.

Juntos, os docentes farão a diferença.

Os Congressos Mundiais da IE aprovaram as seguintes resoluções relativas à AIDS:

Resolução sobre a AIDS. ( 2004)
Resolução sobre gênero e AIDS. ( 2004)
Resolução sobre a promoção da saúde nas escolas.(1998) Resolução sobre a educação para a saúde e a prevenção da AIDS. ( 1995)
Além das resoluções mencionadas, o Executivo Mundial da IE adotou uma resolução sobre a prevenção da doença : “AIDS, salve as crianças e os docentes” (2000).
 
O programa de prevenção da AIDS nas escolas está sendo implementado por 26 sindicatos em 17 países. Os sindicatos tentam conseguir apoio dos ministérios de educação e saúde, com o objetivo de reforçar a resposta do setor educativo ao problema. Em várias ocasiões, os ministérios ofereceram apoio incondicional ao trabalho sindical depois de comprovar que as organizações têm grande influência entre os docentes e também nas escolas.
 
Todos os sindicatos participantes integraram a AIDS em suas políticas, em seus programas de trabalho e em suas estruturas. Aplicando o método cascata, os 26 sindicatos participantes puderam chegar a milhares de escolas e docentes.
 
Os docentes que participaram do programa receberam o Livro de Exercícios para a prevenção da AIDS ( disponível unicamente em inglês e francês), que constitui a base da formação que recebem. O livro contém uma série de atividades participativas sobre como prevenir-se da doença e como lidar com a discriminação. Essas atividades permitem que jovens e adultos desenvolvam o conhecimento necessário para prevenir-se da doença.
 
Somente o conhecimento não basta para formar docentes sobre a prevenção da AIDS, razão pela qual as atividades que enfocam o desenvolvimento de capacidades são imprescindíveis. Isso faz com que o programa da IE/OMS/EDC seja um instrumento único, e portanto, a IE insta os governos e as organizações não-governamentais a apoiarem o programa de prevenção da AIDS nas escolas, assim como o trabalho dos sindicatos de docentes na luta contra a epidemia. É hora da que a questão da AIDS receba a atenção devida, e de reconhecer a qualidade única e os impactos positivos de programa da IE/OMS/EDC.
 
Para informação adicional, visite www.ei-ie.org/aids